E mais um ano vai chegando ao fim

Nem demorou tanto e já estamos nós no final do ano novamente, começam as tradicionais musiquinhas “então, é Natal e o que você fez, um ano termina e nasce outra vez” e “hoje é um novo dia, de um novo tempo que já chegou”. Isso mesmo, esse começo foi só para deixar essas músicas na sua cabeça por alguns dias, caso elas ainda não estivessem, mas tudo bem, é Natal, não guarde rancores de mim por isso. Mas que você vai passar alguns dias cantarolando essas músicas, isso vai…

Agora que você já incorporou o espírito do Natal, vamos falar sério um pouco. Em minha mensagem, no final do ano passado, eu falei que não iria desejar um Feliz Natal e um Bom Ano Novo para ninguém, pois não adiantaria mesmo, afinal, só você poderia fazer isso por você mesmo. Eu então te desejei boas atitudes, num desejo de que as mudanças que você tanto quer pudessem começar a acontecer,  não porque eu te desejei, mas sim, porque você, com suas atitudes, começou a busca-las.

Embora seja uma época em que todo mundo pensa na vida, faz planos e mais planos, vou falar um pouco sobre o oposto disso. Em alguns momentos penso que fazemos muitos planos e agimos pouco. É muito planejamento e pouca ação. Quantos projetos você já pensou ou até escreveu? Agora, quantos colocou em prática? É muito comum, dentro do meio empresarial, se discursar sobre a importância do planejamento e, naturalmente, não acho que isso seja inválido, pelo contrário, mas só planejar não resolve, precisamos colocar em prática. Há quantos anos você planeja ficar rico, emagrecer, aprender um novo idioma, viajar, casar, separar e por ai vai?

Parafraseando uma palestra do Mário Sérgio Cortella, vou usar aqui um pouco da sua fala, que é um fato: “deixa eu te contar uma coisa, nós vamos morrer”. Sabe aquele seu planejamento a longo e médio prazo? Pode ser que você nem tenha tempo de coloca-lo em prática e falo isso não para te deixar deprimido, pelo contrário, para tentar  mostrar que nossa vida é curta, muito curta e que não temos tempo para desperdiçar com coisas fúteis ou que não nos acrescente nada, não temos tempo para muitos planos, precisamos viver, precisamos realizar, rápido, pois a nossa partida é em muito breve, no máximo, caso você seja hoje um adolescente, em uns sessenta ou setenta anos, mas que ainda assim, nada representam, pois são uma ínfima fração do tempo, que passa num piscar de olhos.

E como, invariavelmente, vamos morrer, como vamos viver nossa vida hoje? Será que vale a pena sofrer tanto? Se preocupar tanto? Brigar tanto? Começo a pensar que não! Sei que esse conhecimento só é adquirido pela idade, é a famosa sabedoria que só a idade pode trazer, talvez até pela percepção de que metade da vida ou mais já se foi. É comum, todo jovem se achar imortal, mas o tempo passa e vamos morrer, uns mais cedo, outros mais tarde, mas vamos morrer e como não sabemos quando isso vai ocorrer, melhor viver cada dia como se ele fosse o último. Sei que é um chavão, muitos já falaram isso, mas penso que só agora compreendi o real significado dessa frase. Pense nisso também.

Ao longo desse ano eu pratiquei um pouco daquilo que falei na minha mensagem do ano passado, comecei a me desapegar de coisas que já não fazem mais sentido na minha vida, passei a valorizar mais a minha própria vida, abri mão de coisas que já não acredito, mas nem por isso, vou deixar de lutar por tantas outras. Mudar não é fácil, hoje posso dizer isso com propriedade, mudar, naturalmente, acarreta desconfortos, mas que passam. Comecei a perceber de que nada adiantaria passar o resto da vida reclamando de uma situação se eu não fizesse nada para muda-la, pois eu seria só mais um chato, que reclama mas nada faz, mas eu sei que cada um tem seu tempo e eu mesmo demorei um pouco para perceber isso, ainda não percebi muitas coisas, luto, tenho minhas angústias, choro, mas não me arrependo, pois ao tomar uma atitude você deve estar convicto das consequências. Posso não saber exatamente o que vou fazer, mas sei o que não vou, posso não saber exatamente para qual caminho ir, mas sei aquele que não entro mais, essas são coisas que os anos vão te mostrando, que as experiências vão trazendo, com sofrimentos, com alegrias, mas que vão compondo a nossa essência.

Um grande passo para as mudanças é você começar a aprender que não é perfeito, que fez escolhas erradas, mas que nem por isso merece sofrer. Esse mecanismo psicológico é muito complexo e nós, primeiramente, negamos a necessidade da mudança porque não queremos admitir que erramos, afinal, se eu não tivesse errado, não precisaria mudar, mas se preciso, é porque fiz algo incorretamente. Depois, inconscientemente vem a autopunição, o sofrimento que você acha merecido e que novamente te estaciona, te impede de dar alguns passos e perceber que existem muitas outras coisas além do seu míope campo visual. Quando você admite que não é perfeito e para de se punir, somente nesse ponto,  é que as mudanças começam a ocorrer e não se iluda, pois não serão fáceis,  você estará rompendo com toda sua história, com todas suas convicções e isso não é um passo pequeno.

Nesse ano, assim como em outros que virão, se eu ainda estiver por aqui, continuarei a te desejar atitudes, mudanças, ações, ou seja, que você se perceba como alguém especial, que não merece sofrimento algum, mas que nem por isso estará isento de passar por adversidades, mas que diante delas, deve lutar e mudar e não ir se acostumando ao sofrimento, se anulando, se apagando um pouco a cada dia. A crise política passa, a dívida deixa de existir ou não, muros caem, outros se erguem,  o homem chegou  a outros planetas, só não conseguiu ainda viajar ao seu próprio íntimo e se descobrir, explorar seus sentimentos e emoções e ver quem realmente é.

Não estou dizendo a você o que fazer, estou fazendo isso a mim mesmo, assim como já o fiz no ano passado, estou tendo uma conversa comigo mesmo, mas resolvi compartilhar com você também. Tenha certeza de que nem tudo vai sair como você imagina, não será no ritmo que você quer, mas o importante é olhar para trás e ver que você não estacionou, que não passou mais um ano da sua breve vida fazendo as mesmas coisas que não lhe dão prazer.

Que possamos buscar coisas que nos tragam significados, que façam nossa passagem por aqui valer a pena, que sejam coisas simples, pois muitos também sempre ficam esperando por grandes acontecimentos, mas as grandes alegrias normalmente residem em coisas simples, portanto, que você tenha a simplicidade em sua essência, que possa ainda ficar admirado com a beleza de uma flor que nasce numa calçada, com a festa que seu cachorro faz quando você chega em casa, com o sorriso do seu marido ou mulher ao acordar pelas manhãs, pelos momentos que você passa sozinho e que permitem um encontro com seu verdadeiro EU, que o sorriso de uma criança te emocione, assim como o abraço de um amigo, coisas simples, mas tão distantes da nossa atual realidade, onde o virtual substitui cada vez mais o real.

E já que a vida é curta, pode sair da frente dessa tela agora, vá viver, olhe ao seu lado, perceba as pessoas, ligue para seu amigo que você não fala há anos, abrace um desconhecido, sei lá, faça algo que comece uma revolução na sua vida mas não queira mudar o mundo, mude sua vida e o mundo, pelo menos para você, será diferente.

Um grande abraço a todos! Boas mudanças a todos nós!

Epitáfio – Titãs

P.S. O “acaso” é o nome que Deus usa quando não quer assinar suas obras….

Eleições – A grande transferência de responsabilidades

Para começo de conversa, embora o assunto seja política, não vou aqui discutir sobre um candidato ou outro, mas sim, sobre a transferência de responsabilidades que esse evento está proporcionando. Ainda nessa linha, também não vou falar das responsabilidades partidárias, mas sim, das suas, das minhas, das nossas responsabilidades, que estão cada vez mais relegadas a nada!

Não sou o único a dizer e também a observar, principalmente nas redes sociais, que as eleições se tornaram um grande confronto épico, com ataques brutais de todos os lados, mas algumas coisas chamam a atenção: bombardeio em fogo cruzado, pois o que vemos, como regra, é o PT atacando o PSDB e o PSDB atacando o PT, ambos recorrem ao passado, numa tentativa emotiva de conquistar ou se manter no poder, citam problemas históricos, promessas nunca cumpridas e, diante disso, ambos possuem um discurso vazio e sensacionalista.  Nesse ponto, tenho plena convicção de que comprei algumas inimizades e críticas, pois é claro, a turma do PT vai ter mil argumentos e a turma do PSDB, idem. O que observo é que ambos têm coisas boas e coisas muito ruins e ponto final.

Mas como falei no inicio desse texto, não vou discutir partidos ou candidatos, mas sim, discutir a postura dos eleitores, dos brasileiros, do qual faço parte. Observo muito as pessoas colocando num ou outro candidato, toda a responsabilidade de um país, pois um representa uma mudança, já o outro, a continuidade do que estamos vivendo. Uns pregam que a atual forma é a melhor, outros, que uma mudança é essencial. Concluo que todos e, ao mesmo tempo, ninguém te razão.

O que vejo é que a quase totalidade das pessoas joga nas mãos de um ou outro candidato a responsabilidade que lhe compete. Dilma não vai fazer nada sozinha, Aécio idem, pois, ao contrário do que alguns pensam, eles não têm superpoderes e raios mágicos, que num estalar de uma varinha mágica, iriam consertar o Brasil, que vem sendo explorado e sucateado desde o seu “descobrimento”. Ambos os partidos possuem problemas, ambos possuem qualidades, ambos possuem passados duvidosos e ambos podem não fazer nada daquilo que prometem. Diante disso, o que fazer? Minha modesta opinião é simples: ao invés de jogar para eles a responsabilidade, assuma você essa responsabilidade e faça a mudança que tanto deseja.

Novamente você pode me criticar, achando que você não pode mudar nada, mas pode, só falta você acreditar nisso. Os eleitores, ao contrário do que uns 99% acham, não são eleitores somente no dia das eleições, pois as nossas responsabilidades são muito maiores do que as de qualquer candidato. A fala não é inédita, mas é verdadeira: votou num candidato, acompanhe sua vida pública depois, cobre, fiscalize e não fique fazendo de conta que não é com você, que você não tem nada a ver com isso, pois tem sim! Uma pergunta simples aos eleitores do Tiririca, vocês sabem o que ele fez no último mandato? Além disso, o que ele pretende fazer nesse próximo? Utilizei o Tiririca como exemplo, mas serve a qualquer um, pois o grande problema é esse, damos um poder enorme nas mãos de uma pessoa e deixamos essa pessoa livre por quatro anos, sem cobrar, sem analisar, sem fiscalizar. Quando é que vamos entender que os políticos, como o nome já o diz, são servidores públicos, ou seja, trabalham para nós?! Você deixaria um funcionário seu fazer o que quer?

Hoje pela manhã, assistindo ao noticiário, me deparei com uma matéria estarrecedora: algumas famílias de ladrões, ou seja, pais que estavam estimulando e incentivando seus filhos a roubarem, formando uma quadrilha. A organização era simples,  a família toda entrava numa loja e, enquanto o pai e a mãe distraiam os vendedores, os filhos, orientados pelos seus pais, retiravam objetos da loja e levavam para o carro da família. Diante disso,  questiono, que diferença vai fazer a Dilma ou o Aécio? Nenhuma, absolutamente nenhuma, pois nossos problemas vão muito além de uma urna, nossos problemas são de caráter, são de formação de base, são de família, que inverteu totalmente seus valores e, quem quer que seja o eleito, não vai fazer diferença nenhuma, pois nada será fiscalizado, talvez por falta de autoridade moral para isso, pois uma família que fez o que fez, vai poder exigir o que dos outros?

Eu sei, você vai dizer que você não faz isso e eu acredito, mas em menores escalas, você nunca tirou proveito de uma situação ilícita? Nunca deu uma de espertinho no trânsito? Nunca andou acima da velocidade e, quando chega perto do radar, diminui? Nunca teve uma justificativa ridícula para estacionar em local proibido ou em vagas especiais? São pequenos gestos que fazem o caráter de uma pessoa e, me desculpem, mas ando muito pessimista em relação ao caráter dos brasileiros, que tem se mostrado mais fraco a cada dia!

O dia em que a grande massa despertar, independente do político que ocupar o cargo de presidente, o governo será sério, pois haverá cobrança, haverá fiscalização e, como já é dito há muito tempo, nada assusta mais um governo do que pessoas conscientes, mas nós não somos, motivo pelo qual a política é o que é. Agora, no calor da discussão, todo mundo é consciente, todo mundo é politizado, mas isso dura até o dia da eleição, porque depois só vamos voltar a falar disso daqui a quatro anos, novamente criticando as falhas da gestão, como se fossemos uma entidade a parte e não um elo fundamental em todo o processo. Acredito que o dia em que a massa mudar, naturalmente a política vai mudar, pois essa mudança não estará mais nas mãos desse ou daquele candidato, ela estará fundamentada no caráter do povo, que naturalmente irá se refletir na política, pois essa podridão que hoje vemos na política, nada mais é do que a podridão social refletida no poder legislativo e executivo. Enquanto tivermos pessoas que acham normal tirar vantagem dos outros, nada vai mudar, enquanto você continuar estacionando numa vaga reservada, nada vai acontecer, enquanto você, discretamente, abrir o vidro do seu carro e jogar sujeira na rua, nada vai acontecer, enquanto você ultrapassar os limites de velocidade, colocando a vida de outras pessoas em risco, por um mero capricho seu, nada vai acontecer, enquanto você furar filas, nada vai acontecer, portanto, pare com esse discurso patético de mudança se você não muda nada na sua postura, não transfira para o candidato a responsabilidade que lhe cabe, não espere que ele, por decretos ou leis, vá mudar o caráter das pessoas.  Vote em quem quiser, pois isso é democracia, mas independente da escolha pelo seu candidato, escolha uma mudança de postura sua, escolha uma vida pautada pela ética, que nunca vai depender dos outros e sim, tão somente, dos seus valores e práticas pessoais. Caráter é aquilo que você faz enquanto ninguém vê, o resto é mero jogo de interesse e hipocrisia, pense nisso no dia 26 de outubro, vote em você e mude o Brasil.

 

Para refletir mais pouco, mais uma das fantásticas letras do grande Raul Seixas

A culpa é sua!

Venho relutando há algum tempo ao expor alguns pontos de vista, pois sei que são polêmicos, mas por outro lado, chega de hipocrisia e penso que está na hora de começar a tirar um pouco desse fantástico mundo do faz de conta, onde eu não tenho, nunca, nenhuma relação com a podridão que está instaurada nesse país. Pois eu lhe afirmo: A CULPA É SUA! A CULPA É MINHA! A CULPA É DE TODA A NAÇÃO!

Confesso que já estou cansado desse discurso medíocre e esfarrapado, onde só se joga a culpa de todas as mazelas que vivemos no GOVERNO. Ele é culpado? Não tenho dúvidas sobre isso e, nem de longe o estou defendendo, mas saiba que você ai, que fica atacando, gritando e replicando coisas da qual nem conhece, mas como agora é moda criticar tudo, você também vai no embalo, pois bem, a CULPA É SUA TAMBÉM.

E vou enumerar aqui uma série de motivos para sustentar minha opinião, concorde você ou não:

1) O brasileiro é um povo oportunista! É isso mesmo que penso e, infelizmente, nasci nesse país e vou ter que carregar esse carma pelo resto da vida, mas é isso, o brasileiro é oportunista e sem vergonha. Exemplos? Tenho vários: ainda essa semana ouvi num noticiário, que nem me lembro qual foi, pois são tantas as desgraças que fica difícil guardar tudo, mas o resumo é que alguns belos exemplares de cânceres sociais estavam usando uma campanha séria, feita pela família de uma menina que precisa de um transplante que só pode ser feito nos EUA, transplante esse para o qual eles não tem recursos e, naturalmente, o Estado, omisso e negligente como sempre, não vai custear, ainda que isso represente 0,1% da verba destinada a um único estádio da Copa. Mas a discussão é outra, voltando a escória humana, algumas pessoas se aproveitaram da situação, da campanha de arrecadação que vem sendo feita e lançaram uma campanha com os dados da conta falsos, ou seja, você acha que está doando sua contribuição para a menina fazer o transplante, quando na verdade está doando para algum ser não qualificável, pelo menos em termos educados, pois se eu escrevesse o que estou pensando e sentindo, esse texto ficaria um pouco mais ofensivo. Esses vermes estão se aproveitando de uma garotinha que está morrendo para ganhar dinheiro fácil! Outro exemplo? Tenho, há uns quinze dias, com a greve do transporte público no Rio de Janeiro, outra notícia, as Vans estavam cobrando por um transporte que num dia custava R$ 3,00 e, de uma noite para outra passou para R$ 20,00 ou R$ 30,00. Ai você pode ter a infeliz ideia de dizer que isso é a lei da oferta e procura, mas eu te digo, isso é a lei da pilantragem, da falta de vergonha na cara, do oportunismo simples e descarado que impera nesse país e, caso você tenha pensado na tal da lei da oferta e procura, procure vergonha nessa sua cara, pois você é igual ou pior aquelas pessoas e só não fez a mesma coisa porque ainda não teve oportunidade. Poderia ficar escrevendo páginas e páginas exemplificando, mas creio que já alcancei meus objetivos com esses exemplos.

2) Brasileiro é folgado e mal educado! Sim, é isso mesmo, é um povo absurdamente folgado, que só pensa no próprio umbigo, no seu próprio bem estar! Quer exemplos também? Simples, vá ao supermercado e deixe seu carro estacionado e quando você voltar vai achar uma frota de carrinhos “estacionados” atrás do seu carro, pois o folgado, oportunista e mal educado do povo brasileiro é incapaz de dar alguns passos para depositar o carrinho no local correto. Sabe as vagas para deficientes? Outro bom exemplo! Mas é só um pouquinho, dizem muitos flagrados nessa situação. Pois bem, ampute uma perna, um braço por vontade própria e ai você pode parar à vontade, pois já que vergonha na cara não tem mesmo, que falta vai fazer uma perna ou um braço?! Tenho também muitos outros exemplos, como não respeitar a faixa de pedestres, mesmo quando há sinalização eletrônica para isso. Se nem na faixa respeitam, dispensa dizer nos demais lugares, pois os poços de arrogância, do alto da sua bestialidade, em frente a um volante se acham os donos do mundo, da rua e que todos devem abrir passagem para a sua ignorância sem fim. Pegue uma pista e ande na velocidade máxima permitida, não dou dois minutos até que mais uma célula cancerígena apareça dando sinal de luz, buzinando e fazendo gestos para que você o deixe passar, não importa se você está na velocidade permitida ou não, ele, do alto da sua bestialidade, precisa passar, mas depois, quando morre num acidente, vira vítima do Estado omisso que não fez campanhas educativas! Poupem-me de tamanha hipocrisia. Mas não são somente os motoristas, pois os pedestres também não cumprem as leis e utilizam as passarelas para fazer sombra na hora de atravessar uma via rápida, normalmente, bem embaixo da passarela, mas ai, quando atropelados, também viram pobres vítimas, queimam pneus, ônibus, protestam, só se esqueceram de usar a educação.

3) Brasileiro não tem caráter! Adora ficar dando lição de moral, mas quando recebe um troco errado (maior, naturalmente), não devolve, mesmo sabendo que o funcionário que devolveu errado terá o valor descontado do seu salário, mas azar o dela né, afinal, o mundo é dos espertos! Espertos onde, criatura? Você acha que isso é ser esperto? Para mim tem outro nome bem menos educado, você é um tremendo sem caráter e, para mim, se tem coragem de pegar troco errado, tem coragem para pegar qualquer coisa, portanto, você, meu caro, é um LADRÃO!

4) Brasileiro sempre tem uma justificativa para não assumir nada! Creio que dispense maiores comentários, mesmo porque, tenho certeza de que muitos, nesse momento, se chegaram até aqui, já estão montando desculpas para justificar o injustificável. A culpa sempre é do político, do Estado, de alguém que nunca é você, mas reforço: A CULPA É SUA, a culpa é todo brasileiro que não respeita leis, que só pensa em benefício próprio, que se aproveita de pessoas que estão morrendo para ganhar um dinheirinho fácil, que se encostam e se contentam com programas sociais que distribuem esmolas ao invés de lutar por algo justo e digno, que troca seu voto por uma cesta básica, que se vende por um churrasco, que acredita em tudo o que o Governo diz e que nunca pensa no coletivo, você, seu câncer social, também é culpado pela desgraça que está instaurada nesse país e que não vai mudar porque vai sair um partido e vai entrar outro, vai mudar quando você tomar vergonha na cara e mudar.

Mas eu não faço nada disso, portanto, sou uma vítima somente! Não é, não! Pois ainda que não faça, o que você também tem feito para mudar o mundo a sua volta? Ficar com o velho discurso comodista de que “ não vai adiantar, foi sempre assim” também não resolve, pois se você se omite, também é culpado, portanto, movimente-se, brigue pelos seus direitos, cobre, mas cobre com moral, cobre com razão, pois somente assim teremos o direito moral de cobrar dos nossos governantes uma atitude melhor.

Não vamos nos esquecer que políticos não são seres a parte, são provenientes do nosso próprio meio e, como dizemos, se nenhum tem caráter, isso nos faz pensar que boa parcela da população brasileira também não o tem!

Você faz sua parte? Ótimo, continue fazendo, pois é disso que esse país precisa, não importa se somos minoria, importaé que o movimento comece e ganhe a cada dia mais força, pois só assim vamos mudar algo de verdade, chega de pacto da mediocridade, onde todos possuem aquela cumplicidade velada para justificar coisas injustificáveis, seja em casa, no ambiente de trabalho ou no convívio social, CHEGA DE HIPOCRISIA, DE MEDIOCRIDADE, CHEGA DE OPORTUNISMO, CHEGA DE FALTA DE VERGONHA NA CARA!

 

A grande farsa da evolução do processo de gestão empresarial

Começo minha reflexão de hoje pensando um pouco na história da Administração, nos princípios de gestão e formas como as empresas hoje são geridas. Essa minha reflexão surgiu após analisar alguns comportamentos e, posso dizer, é o fruto de alguns bons anos no mercado de trabalho. Ela não é uma crítica direcionada a uma empresa em específico, mas tenho certeza de que quem se der ao trabalho de ler esse texto  vai se identificar em muitas situações já vivenciadas.

Já sei que vou ganhar algumas antipatias com minha fala, mas confesso que isso não me incomoda muito, pois sou fiel as minhas convicções e aquilo que acredito.

Vamos voltar um pouco na história e falar um pouco sobre as teorias clássicas administrativas, como por exemplo, o Taylorismo, que podemos dizer, foi onde tudo começou. Frederick Taylor, um engenheiro por formação, foi quem modelou a primeira escola administrativa clássica, que entrou para a história conhecida como o Taylorismo. Essa escola, a seu tempo, teve um papel muito importante, pois começou a padronizar procedimentos e, talvez, tenha sido o início de toda uma revolução no modo produtivo, o início de um processo de qualidade, que foi aprimorado ao longo dos anos e de outras escolas administrativas, mas ao garantir a padronização, de certa forma, Taylor já pensava na qualidade. Taylor viveu entre 1856 e 1915, portanto, suas ideias e teorias já tem um bom tempo.

Uma das características do Taylorismo foi o fato dele impor um método planejado de fazer as coisas, praticamente tirando do funcionário o direito de pensar, tirando de cada um o seu jeito pessoal e adotando métodos rígidos de controle. Ele também se importava muito com o tempo, sendo esse um fator muito controlado. A velha máxima de que “tempo é dinheiro” nunca foi mais verdadeira do que dentro do Taylorismo.

Após Taylor, surgiram outras escolas, como o Fordismo, o Toyotismo,  a teoria burocrática de Weber, entre outras escolas, que a princípio, foram evoluindo não somente em teoria, mas também na prática. As empresas começaram a ser geridas sob uma nova ótica, o foco deixou de ser o trabalho manual para ser o intelectual, o funcionário deixou de ser visto como uma extensão da máquina, que só apertava parafusos e ainda assim, controlado por um cronômetro para saber quanto tempo demorava para apertar o parafuso. A gestão passou a ser participativa, ou seja, os funcionários passaram a ter o direito de opinar, dar sugestões, entre muitas outras mudanças.

Tudo isso seria perfeito, se realmente fosse feito e, em grande parte dos casos, não passasse de mero discurso hipócrita e sem sentido algum.

Você deve estar achando que eu estou exagerando, certo? Pois vou mostrar uma série de argumentos e, depois de fazer a leitura, conclua você mesmo.

Na época de Taylor, os funcionários passavam a vida apertando parafusos, muitas vezes sem sequer saber o que acontecia no departamento ao lado, pois entender o contexto geral não era necessário, bastava apenas executar sua tarefa com maestria. Hoje, podemos dizer que isso mudou um pouco, não apertamos parafusos, mas substituímos o parafuso por algo mais sutil, mas que continua fazendo com que o tempo todo executemos as mesmas tarefas, de forma repetitiva e, também, da mesma forma, em muitos casos, sem fazer a  mínima ideia do motivo. A esse novo recurso, mais sutil, dou o nome de planilha. Nada contra as planilhas de cálculo, popularmente conhecidas como planilhas de Excel, que é o software mais conhecido para isso, mas convenhamos, essa ferramenta se tornou o apertar de parafusos do século 21! Você já parou para analisar quantas planilhas você preenche por dia? No mês? No ano? Costumo dizer que o mundo vai acabar em planilhas!

Diante dessa constatação, vem uma outra pergunta: quantas vezes você já preencheu inúmeras planilhas, com as mesmas informações e que nunca serviram para nada? Sim, é isso mesmo, na grande maioria das vezes você preenche duas, três, dez vezes a mesma coisa em planilhas diferentes e sempre tem alguém querendo uma planilha nova com as mesmas informações anteriores.

Ah, mas a planilha é uma ferramenta poderosa de gestão, como você pode dizer isso? Posso sim. Não discuto que ela seja uma ferramenta importante, mas o nome já diz, é ferramenta, não pode ser a fonte de ocupação da maior parte do seu tempo e tenho algumas teorias, naturalmente, nenhuma ainda comprovada cientificamente, mas confesso que estou tentado a fazer um estudo  científico sobre isso, pois de fato, penso que isso mereça ser estudado e desmistificado. Uma das minhas teorias é que quanto maior o número de planilhas que a empresa pede, maior é o seu nível de desorganização e descontrole. Isso para mim é simples de ser entendido, pois se eu preciso o tempo todo ficar pedindo para todo mundo tudo o que está sendo feito, qual é a dúvida de que não existe controle efetivo algum?

Além disso, ao contrário do que muitos pensam, planilhas não são ferramentas de gestão, no máximo são curativos mal feitos para grandes feridas organizacionais.  Quer um controle realmente bem feito? Tenha isso num sistema de informações gerenciais, centralizados em uma única base de dados, que te permitirá, a qualquer momento, obter as informações necessárias, com qualidade, com confiabilidade e com integridade de dados. O resto é conversa fiada e, tecnicamente, posso comprovar isso, afinal, qual a confiabilidade dos dados de uma planilha? Eu respondo também, nenhum, pois por mais que você capriche nas macros e validações, não há qualquer garantia de que dados incorretos sejam inseridos e, pior que isso, que sejam recuperados, tratados e que possam dar alguma informação precisa ao gestor. Planilhas, na grande maioria das vezes, não servem para nada além de justificar altos salários de “gestores” , que escondem sua completa incapacidade de gestão atrás de solicitações inúteis, que somente demonstram o seu amadorismo como gestor e comprovam, por fatos, que ele não faz a menor ideia do que está gerindo. Obviamente que não generalizo, pois toda generalização também não é muito inteligente, mas em boa parte dos casos, é exatamente o que acontece.

Dentre as incontáveis planilhas que você já preencheu e recebeu, quantas vezes ela serviu como uma ferramenta de gestão? Pode até ter servido algumas vezes, mas ainda assim, não justifica o tempo perdido para elaborá-las, o custo operacional para produzi-las em face ao resultado efetivamente conquistado. Diante disso, afirmo categoricamente, que a planilha é o apertar de parafusos digital, que continua impedindo as pessoas de pensarem e, efetivamente, exercerem o papel de gestor e de solucionador de problemas, para apenas tabular dados sem sentido algum que não vão servir para nada, basta lembrar  quantas vezes já te pediram a mesma informação.

Outro ponto, já reparou que a justificativa do “gestor” é que sempre tem alguém pressionando ou cobrando? Essa é a desculpa padrão de quem não se compromete com qualquer tipo de mudança e não assume o que faz. Ah, mas tem que preencher, é o chefão que está pedindo, é a diretoria que quer. É a filosofia dos que fingem que administram, com os que fingem que coordenam e dos que fingem que trabalham e, ao final, todos fingem que são felizes e produzem bons resultados, quando na verdade só mascaram uma completa incompetência.

Assim como o excesso de planilhas, uma outra palavrinha mágica e que denota outra incapacidade de gestão é a palavra URGENTE, normalmente grafada assim mesmo, em maiúsculo, para chamar bem a atenção. Para mim aquilo que hoje se tornou urgente era algo que algum incompetente não viu em tempo hábil e, para esconder sua incompetência, transfere a você o problema e, para ficar pior, com urgência, aquilo que ele não viu ou não fez enquanto havia tempo para tal. Não sabe o nobre gestor que a sua urgência de hoje vai fazer com que outros trabalhos sejam paralisados, para atender ao seu desleixo, para amanhã também se tornarem urgências, pois a coisa vira efeito cascata.

Posso dizer que sou um chato assumido, sou crítico, não aceito as coisas somente pelo fato de alguém estar pedindo, alguém estar cobrando. Posso até fazer, mas vou exercer meu direito de falar, de incomodar um pouco quem pediu, pois se todo mundo sempre ficar na posição de vaquinha de presépio, simplesmente balançando a cabecinha e concordando com tudo, que tipo de mudança estamos promovendo? Para que serviram anos de estudo se for só para cumprir toda insanidade que chega, sem questionar nada?

Diante dessas situações, que poderiam ser estendidas por mais várias e várias páginas, mas julgo desnecessárias, fica meu questionamento: quanto foi que realmente evoluímos, em termos de gestão?

Minha opinião: praticamente nada, pois como já falei, o parafuso foi substituído pela planilha, o capataz agora tem status de chefe e o seu chicote agora é o mouse, que via de regra somente é usado para encaminhar e-mails e os escravos, que agora possuem status de colaborador, continuam a ser tratados da mesma forma, sem respeito, sem ter o direito de expressar suas opiniões. Você acha que não é bem assim? Tudo bem, mas me responda só uma coisa, você já ouviu do seu chefe que você não pode se importar com o quanto ganha, com a sua carga horária, pois tem que pensar no que é o melhor para a companhia, que isso faz parte do seu crescimento profissional? Não, que bom, você é mais feliz que boa parte dos escravos, digo, colaboradores, que já ouviram e que, sutilmente, receberam a mensagem subliminar de que devem trabalhar muito além daquilo para o qual são pagos, abrir mão das suas horas de lazer, convívio familiar e amigos, para se dedicar a um bem maior, um bem, que diga-se de passagem, não lhes pertence. Os nobres gestores se esquecem de que não é somente o funcionário que precisa da  empresa, mas a empresa também precisa dele e que, comercialmente falando, as coisas funcionam em mão dupla, ou seja, se eu exijo mais dedicação, mais tempo, também preciso pagar mais e não me venha com discurso de crescimento profissional. Vamos combinar uma coisa, quando um cliente da empresa não pagar, tudo bem, pense que ele está ajudando a divulgar a marca da empresa no mercado, que ele não está pagando, mas que isso é para um bem maior, para o crescimento e fortalecimento da sua marca. Ah, não vale?! Então, a outra situação também não! Percebeu a semelhança com a escravidão ou ainda continua achando que não é verdade? Os escravos também eram obrigados a produzir ao máximo, não ganhando nada além da comida, que ainda era péssima, mas ainda tinham que sentir gratidão pela generosidade dos seus donos. Além das necessidades básicas, o que mais você tem feito com seu salário mesmo?

 Outra grande farsa da atual gestão é o discurso mais que batido da “gestão compartilhada”, da “gestão democrática”, onde, democraticamente você executa fielmente o que a empresa pede e ponto final, suas opiniões são muito bem vindas, mas vai ser do meu jeito mesmo. Para que serve sua opinião  mesmo?

Gestores, administradores, funcionários, chega de discurso, mudanças exigem prática e não teorias inúteis e sem sentido, páginas de livros lindamente escritas não vão mudar nada e os últimos séculos demonstram isso. Quando é que vamos aprender que a diferença se faz com mudanças de atitudes?

Agora que você já gastou cerca de 8 minutos do seu tempo para ler esse texto, volte para sua rotina, pois você já deixou de preencher algumas colunas e linhas das suas planilhas diárias e, só para constar, sim, eu abomino as planilhas.

 Música:  Fábrica – Legião Urbana

Filme: Tempos Modernos – Chaplin

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Vamos devolver o Brasil para os índios e pedir desculpas!

É isso sim, você leu isso mesmo, penso exatamente assim, creio que está na hora de devolver o Brasil aos índios e nos desculparmos pelo estrago feito.

Li um texto do Noam Chomsky, estadunidense, que é um linguista, filósofo e ativista político e professor de linguística do MIT, onde ele, com a eloquência e clareza características de uma pessoa inteligente, listou uma série de dez estratégias de manipulação da mídia, que os governos utilizam para manipular  a massa e, com isso, fazer o que bem entenderem. Certamente o Brasil não é o único país onde isso ocorre, mas como sou brasileiro e vivo aqui, vou falar daqui, com conhecimento de causa.

Impressiona-me o nível de alienação da grande parte dos brasileiros e, quando falo em grande parte, é grande mesmo. Segundo Chomsky, uma das estratégias é a da distração, ou seja, manter o povo distante dos grandes problemas, impedindo-os de pensar e ocupar seu pensamento com coisas que não são relevantes. Nesse ponto, creio que temos bons exemplos, como novelas, Big Brothers, programinhas de auditórios que chegam a ser um insulto ao bom senso e, claro, não poderia deixar fora a Copa do Mundo e, num futuro breve, as Olimpíadas.

Outro ponto que me chamou a atenção, pois ainda essa semana ouvi essa estratégia do governo, é a questão que Chomsky chama de “A estratégia do deferido”, ou seja, apresentar um fato como “doloroso e necessário” , porém, com uma aplicação futura. Essa estratégia faz com o que povo vá se acostumando com a ideia, e, quando de fato ela acontecer, ninguém se surpreenderá, pois já se estava interiorizando a questão há tempo. Essa semana ouvi a notícia de que, graças a falta de chuva nesse ano, um aumento nas tarifas energéticas será feito, mas só no próximo ano. Alguém ai está preocupado com isso? Você só vai pagar no próximo ano, mas vai pagar! Mas tudo bem, afinal, o que é que podemos fazer, é a falta de chuva e, fazendo uma ponte entre outra situação, também proposta por Chomsky, que é a “reforçar a revolta pela auto culpabilidade”, ou seja, nos fazer acreditar que a culpa por tudo de ruim que nos acontece é de inteira responsabilidade nossa mesmo. Nesse ponto, vamos dar crédito a algumas religiões, que são ótimas para disseminar esse sentimento, levando seus seguidores a um nível de alienação próximo a insanidade.

Sou uma pessoa bastante observadora, em todos os lugares fico observando as pessoas, seus comportamentos e, infelizmente, observo que temos um monte de zumbis pelas ruas, talvez, dai o sucesso que os seriados e filmes que abordam esse tema façam tanto sucesso, pois é a identificação. The Walk Dead poderia ser gravado em qualquer rua de qualquer cidade brasileira, dispensando os atores e utilizando as pessoas reais, pois a grande maioria das pessoas não passa de zumbis que andam por ai reproduzindo coisas que não fazem sentido, comentando assuntos fúteis que ouviram no programa x ou y, mas que nada, absolutamente nada acrescentam ao crescimento e a evolução de cada um de nós.

Angustia-me ver como a massa é manipulada tão facilmente e vou falar de alguns fatos que aconteceram há menos de um ano, que foram os protestos, que num espasmo de consciência (ou manipulação deliberada), aconteceram pelo país. Na época, nossa presidente (sim, é presidente, pois presidenta não existe e não é só porque ela quer que as normas gramaticas vão ser alteradas) foi para as mídias, fez discursos de que iria fazer plebiscito, referendo e mais uma série de outros fatos, mas o que, de fato aconteceu? Nada, absolutamente nada, pois bastou a visita do papa ao Brasil para que os conflitos saíssem de cena e o povo se esquecesse de tudo. A política voltou ao normal, o governo continua fazendo o que quer, os acusados do mensalão estão tirando umas férias, pois não se pode dizer que estão presos ou que foram punidos, o combustível voltou a subir, os impostos subiram e ninguém faz mais nada, afinal, era carnaval, tempo de festa, agora é preparação para copa e, segundo um figurão nacional, o “Rei” Pelé, “vamos protestar só depois da copa”, ou, segundo um outro ídolo brasileiro, o “Ronaldo Fenômeno”, “não se faz copa do mundo com hospitais”. E quem foi que falou que precisamos de Copa do Mundo? Fácil falar isso para uma pessoa que quando tem um problema de saúde vai para o Sírio Libanês! Dá próxima vez que tiver qualquer problema de saúde, vá para um hospital público!

O povo brasileiro, pelo menos a grande massa, não tem o mínimo de princípios cívicos, de educação de base, só sabe reclamar, mas não cumpre suas obrigações para ter moral para cobrar seus direitos. E esse discurso de que a culpa é só do Estado também já cansou, a culpa é sua que não se importa com nada, que diz que política não te interessa, que vende seu voto por uma cesta básica ou pela promessa de políticas assistenciais, que são esmolas eleitoreiras, a culpa é sua que não estuda e não pensa, pelo contrário, engole qualquer porcaria que uma mídia manipuladora coloca no conforto do seu lar e você, um zumbi, sai replicando, sem sequer saber do que fala, a culpa é sua que vai reclamar que a escola não educa seu filho e não educa mesmo, pois isso é tarefa sua, afinal, quando resolver ser pai e mãe você publicou um edital e pediu ajuda? Então, assuma o papel que lhe cabe e ensine seu filho a pensar, a ter respeito e pare de achar que ele não se adapta as regras, ou que a escola não entende o alcance da inteligência dele, pois acredite, essa pode ser só mais uma estratégia que estão colocando na sua cabeça vazia, pois seu filho pode, simplesmente, ser um mal educado por você mesmo, que não sabe respeitar hierarquia, pois você também não ensinou isso a ele dentro do seu próprio lar. Se tivéssemos tantos Einstein por ai, como se quer fazer crer que temos, será que nosso país estaria do jeito que está? Pense um pouco sobre isso também.

Sei que esse meu texto não vai ser lido por muitas pessoas, pois é extenso e, esses dias, vi um movimento por uma rede social, onde as pessoas acham lindo falar que não leem textos com mais de 10 linhas. Continue pensando assim, é isso mesmo que esperam de você, que continue um completo alienado, um zumbi e não falo isso pelo meu texto não, falo isso por todos os livros que são deixado de lado, e ai não vale 50 Tons de Cinza, ou então,  posar na foto com livro do Paulo Coelho e, ainda por cima, de ponta cabeça, como o fez nosso ilustre ex-presidente, que acha “que ler é chato”. Acredite, existe vida além da revista Caras, da Contigo, da Veja ou qualquer outra publicação massificadora e alienadora.

Diante disso tudo, volto ao título do meu texto, é melhor devolver o Brasil aos índios  e pedir desculpas, pois não somos capazes de fazer nada de melhor por esse país, aliás, temos muito a aprender com os índios, que hoje tem que lutar para se manter em suas “reservas”, quando deveríamos ter deixado para eles tomarem conta. Um país que tem como Reis e Rainhas, pessoas que fazem esse tipo de comentário, um país que gira em torno do carnaval e do futebol, não pode ser levado à sério, devolve e pede desculpas, é a minha opinião.

Cena do filme Matrix

WhatsApp – What’s up?

 O dia 22 de Fevereiro de 2014 foi marcado por um fato bastante curioso, característico e que me levou a pensar algumas coisas: o aplicativo WhatsApp parou de funcionar, por aproximadamente quatro horas.

Caberia aqui uma pergunta: qual a importância desse fato? Para mim, sinceramente, nenhuma, mas devido a onda de reclamações, protestos, angústias e desesperos visualizados em perfis de redes sociais, notícias em grandes portais de notícia, entre outros, vejo que o fato tomou uma proporção maior que a que eu imaginava.

Diante disso, volto a minha pergunta que é o título desse texto: WhatsApp – What’s up? O que está acontecendo? O que está acontecendo com as pessoas? O que está acontecendo com a humanidade?

Fico preocupado, pois a sensação que tive, ao ler tantos comentários e matérias, que uma hecatombe estava em vias de acontecer, o mundo estava entrando em pane, as pessoas não sabiam o que fazer, estavam, como elas mesmo se definiram “chateadas”, “apreensivas”, “com raiva” e tudo isso, para minha perplexidade, porque um software parou de funcionar por quatro horas!

Como profissional da área de tecnologia de informação, naturalmente sou usuário de muitos meios de comunicação online, acho-os importantes, facilitam nossa vida e nem vou discutir isso, agora, se um serviço para por quatro horas e isso gera um verdadeiro desastre na sua vida, me desculpe, mas vá buscar um terapeuta com a máxima urgência, pois seu caso, acredite, é gravíssimo.

Eu tento, mas não consigo entender e penso que nem quero entender essa tamanha dependência e neurose que se criou a cerca dos recursos tecnológicos. Seu serviço de mensagens online parou de funcionar? Ótimo, aproveite para erguer a cabeça e perceber que existem alguns humanos a sua volta, alguns ao seu lado e, acredite, você pode se comunicar com ele usando apenas sua boca ou  gestos. Já experimentou aquela sensação de apertar a mão de um amigo? Dar um abraço? Olhar para as pessoas ao seu lado, fazer uma rodinha e começar a conversar? Sabe aquelas conversas na salinha do café da empresa ou aquelas de corredor enquanto cada um se encaminha para seu local de trabalho? Isso mesmo, essas coisas ainda são passíveis de serem feitas. Deixa eu te contar outra grande descoberta e invenção da humanidade: o telefone. É, ele também serve para se comunicar com alguém que está um pouco mais distante e hoje nem é mais tão caro, você pode falar com a pessoa por horas e horas e não gastar praticamente nada.

Mas em tudo isso, o que mais me deixa espantado, é que as pessoas estão nesse desespero tamanho porque não conseguem se comunicar com pessoas que estão, no máximo, a alguns quarteirões de distância, dentro da mesma cidade, muitas vezes, na mesma rua, isso se não dentro da mesma casa. O que aconteceu com o ser humano que o fez perder totalmente o interesse pelo contato físico? O que o fez perder o interesse por uma boa conversa com um amigo, aquelas de olho no olho, aquelas em que você, ao final, dá um abraço bem apertado, se despede e vai embora pensando em como foi bom rever aquela pessoa?

Embora não seja psicólogo, arrisco alguns palpites sobre o assunto: no mundo virtual é tudo mais simples, você pode mandar um monte de risos para o seu amigo, como se estivesse alegre, quando na verdade está chorando. Você pode mandar abraços, mas no fundo, tem medo do contato humano, pois sabe que se estivesse com ele, pessoalmente, iria demonstrar suas fraquezas e, a impressão que tenho, é que cada vez menos a sociedade tolera fraquezas, você pode dizer que tudo está bem, quando um olho no olho demonstraria que as coisas estão longe de estar bem. Em resumo, evitamos o contato humano, pois temos medo da exposição, no mundo virtual fica tudo muito mais fácil, tudo é muito bonito, todos são extremamente bons, tem sentimentos nobres, mas e no mundo real é assim que você é também?

Termino esse texto com a mesma colocação que o iniciei: se você entrou em desespero ontem, procure com urgência, mas com muita urgência, um bom profissional da psicologia, pois você tem assuntos muito sérios a serem tratados e isso não é crítica não, é apenas uma tentativa de fazê-lo ver que algo de muito sério está ocorrendo com você mesmo. Não precisa me xingar e nem me mandar cuidar da própria vida, tenho consciência disso e já estou em terapia há um bom tempo e, talvez, seja ela mesma que me ajudou a ver isso que hoje aqui escrevi.

Administração

Administração

administração

A disciplina de Administração, para o curso de Engenharia, tem por objetivo discutir princípios básicos da administração, suas principais correntes e autores, focando no processo de aprimoramento das organizações.

O objetivo dessa disciplina é deixar o aluno apto a interpretar os conceitos das teorias da administração, pensar a organização de forma sistêmica e estratégica, além de perceber, diagnosticar, analisar e resolver problemas relacionados à prática administrativa gerencial.

Materiais de aula:

PEA – Administração

ATPS – Administração

Aula 01 – Apresentação PEA – Fundamentos da Administração – O que é administração de empresas

Aula 02 – Fundamentos da Administração – As empresas

Aula 03 – Contexto Organizacional – O ambiente das empresas

Aula 04 – Contexto Organizacional – A tecnologia e sua administração

Aula 05 – Contexto Organizacional – Estratégia Empresarial

Lista de Revisão – 1º Bimestre

Aula 06- Planejamento Empresarial – Planejamento Estratégico

Aula 07 – Planejamento Tático

Aula 08 – Planejamento Operacional

Aula 09 e 10 – Desenho Organizacional

Aula 11 – Modelagem do Trabalho

Aula 12 e 13 – Organização Empresarial – Gerência e Supervisão

Aulas 14 a 17 – Controle Estratégico – Tático e Operacional

Lista de Exercícios – 2º Bimestre

Dúvidas sobre o padrão ABNT? Clique aqui

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Datas importantes para a disciplina – 2014 – 1º Semestre

Lista de Exerícios 2º Bimestre – Entrega dia 27/05/2014

Prova oficial e entrega ATPS:  dia 10/06/2014

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Vídeos utilizados em aula:

Está desanimado? Inspire-se nessa comovente história

Tempos Modernos – Chaplin

Virtudes e defeitos do Taylorismo, por Mário Sérgio Cortella

A história da administração

O ambiente empresarial – estratégia empresarial

Quem mexeu no meu queijo?

Engenharia de Software e Gerência de Projetos

Engenharia de Software e Gerência de Projetos

Engenharia de Software

A disciplina de Engenharia de Software e Gerência de Projetos, tem por objetivo tratar dos processos de planejamento, execução, acompanhamento e controle de um projeto, abordando metodologias, técnicas e ferramentas aplicadas a esse processo.

Também trata de assuntos relacionados a Engenharia de Software, modelos de ciclo de vida de softwares, fases do desenvolvimento, fundamentos de Interface Homem-Computador e sistemas de apoio ao desenvolvimento de interfaces.

Materiais de aula:

Calendário 2014 – Sorocaba – Calouros

PEA – Engenharia de Software e Gerência de Projetos

ATPS – Engenharia de Software e Gerência de Projetos

Aula 01 – Apresentação Professor e Disciplina – Conceitos Básicos

Aula 02 e 03 – Escopo do Projeto

Aula 04 e 05 – Metodologia, Técnicas e Ferramentas da Gerência de Projetos

Aula 06 – Engenharia de Software – Conceitos Básicos

Aula 07 a 10 – Processos de Software

Lista de Revisão – 1º Bimestre

O processo de informatização no agronegócio

Questões para discussão – Implantação ERP

Aula 11 e 12 – Processos de Engenharia de Requisitos

Estudo de Caso – Requisitos Bomba Insulina

Lista de Exercícios – Requisitos de Softwares

Aula 13 e 14 – Modelos de Sistemas

Aula 15 – Projeto de Arquitetura de Software

Aula 16 e 17 – Projetos de Interface com o usuário

Artigo sobre Princípios de Design e Usabilidade

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Datas importantes da disciplina (2014.1)

1° bimestre:

  • 03/04/2014 – Prova + Entrega parcial do ATPS
  • 15/04/2014 – Prazo final para lançamento das notas no sistema

2° bimestre:

  • 05/06/2014 – Prova Oficial + Entrega final do ATPS
  • 26/06/2014 – Prova Substitutiva
  • 07/06/2014 – Prazo final para lançamento das notas (dessa disciplina)

videos

Aqui você encontrará os vídeos que utilizamos em aula

Motivacional?!

Team, team, team

Liderança – Motivação

Gestão de Projetos e de Riscos

Escopo de Projetos

Métodos ágeis de desenvolvimento de sistemas

Vídeo Aula – Portal da Educação – Desenvolvimento Ágil de Sistemas

Scrum 

Scrum Half

Quer mais dicas sobre o Scrum? Veja o canal UniversidadeScrum, no Youtube

Tecnologias Aplicadas ao Ensino Superior

blog

A disciplina de Tecnologias Aplicadas ao Ensino Superior, tem por objetivo, trazer a discussão sobre a utilização correta das recursos tecnológicos na sala de aula. É um fato que nossos alunos estão cada vez mais conectados e envolvidos com o ambiente em rede, portanto, que tal começar a tirar proveito de toda essa tecnologia a favor da educação?

Abaixo, seguem as aulas dessa disciplina, além de outras atividades relacionadas:

Aula 01 – Novas Tecnologias e Educação

Aula 02 – Vínculo entre práticas educativas e processos comunicacionais

Aula 03 – Software Livre e Educação

I can’t get no

Modelo Plano de Aula

A Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) como instrumento de apoio ao ambiente acadêmico – Artigo Científico Publicado em 2009. Clique aqui para ler

 

importante

  • Quer baixar vídeos, direto do seu navegador de Internet (Firefox ou Chrome) para ajudar em suas aulas? Você pode fazer isso com o plugin DownloadHelper. Instale o plugin clicando aqui
  • Conheça o Software anti-plágio CopySpider que vai auxiliar muito seu trabalho. Clique aqui para baixar e instalar em seu computador.

ubuntu

Para baixar o Ubuntu – Sistema Operacional Linux, clique aqui

Você pode baixar o arquivo e gravá-lo num CD, pois assim poderá experimentar o versão sem precisar instalar no seu computador, pois todos os recursos rodam diretamente do CD.

Se quiser instalar, basta seguir as instruções do guia de instalação.

 

videos

Veja aqui alguns vídeos interessantes sobre o assunto. Alguns foram utilizados em aulas, outros em discussões ou sugestões para reflexões sobre o assunto.

Em quanto tempo vocês acham que isso será uma realidade?

Faça a diferença. Dê o exemplo, pois Educar é muito mais que Transmitir Conhecimento

Todo o avanço tecnológico não servirá para nada se não houver uma mudança de postura

“Hey, Teacher, leave them kids alone”.  Think about this!

O que você tem feitos com seus alunos?

Informática na Escola

História da Informática na Educação

A Educação e as Novas Tecnologias

Mário Sérgio Cortella – Modernizar a Educação (Palestra Completa)

I can’t get no

Reflexões de Final de Ano

E mais um final de ano chegou, com isso, chegou também o momento das reflexões, das confraternizações, desejos e votos de boas festas e um feliz ano novo…

Particularmente, acho tão vago ficar somente desejando feliz ano novo, chega a ser um clichê: “Feliz ano novo”, “que todos os seus desejos se realizem”, “muita saúde, paz”, enfim, tudo aquilo que sempre falamos, na grande maioria das vezes, de forma tão automática, tão mecânica, que não nos damos conta do que realmente falamos.

Entendo o Natal como um período de renascimento, de reflexões e penso que para que “todos os nossos desejos se realizem”, precisamos muito mais do que votos, precisamos de atitudes. Posso até te desejar um “Feliz Natal”, um “Feliz Ano Novo” e, acredite, vai ser sincero, desejo mesmo que você tenha, mas ter ou não, não depende de mim e sim, somente de você mesmo. O que você fez o ano inteiro? O que você mudou em sua vida? Não precisa explicar, justificar, apenas reflita, isente-se da culpa e também das desculpas, apenas reflita.

É duro, eu sei, mas na grande maioria das vezes chegamos a conclusão que apenas vivemos mais um ano, vivendo por viver, vivendo por apenas estarmos respirando, fazendo as mesmas coisas, repetindo as mesmas atitudes, falando as mesmas coisas, mas esperando algo diferente. Diante disso, penso que não vivemos, fomos expectadores da nossa própria vida, ficamos parados vendo mais um ano passar e sabe o que é pior? Nessa novela da vida não existe “Vale a Pena Ver de Novo”, é sessão única e fim.

Perdemos tanto do nosso tempo com coisas banais, damos muita importância a pessoas estúpidas que sequer deveriam fazer parte dos nossos pensamentos, sentimos raiva, passamos boa parte do tempo discutindo problemas ao invés de soluções, procuramos culpados ao invés de estendermos as mãos, jogamos para cima do outro nossas frustrações e medos, criamos barreiras para que os outros não nos vejam como somos: frágeis, imperfeitos, e para disfarçar isso, vem a arrogância, o autoritarismo, entre tantos outros sentimentos e atitudes negativas.

Temos uma facilidade fantástica para expressarmos os sentimentos negativos, mas muita dificuldade para externarmos sentimentos bons, amor, amizade. Faça um teste simples: quantas vezes você xingou alguém e quantas vezes você elogiou alguém? Quantas vezes você falou que não gostava de alguém, mas quantas vezes você falou que gostava?

Sempre encontramos pelo caminho pessoas boas a ruins, mas nos focamos tanto nas ruins que deixamos as boas passarem. Há algum tempo eu ficaria escrevendo folhas e folhas sobre o assunto, mas essa é das coisas boas que a idade possibilita, você começa a perceber que não tem que mudar ninguém e que tudo aquilo que falamos para os outros, na verdade é para você mesmo, você passa a se preocupar menos com o que os outros vão achar e mais com o que você está fazendo, se isso está te fazendo bem ou não.

O primeiro passo para toda grande mudança é reconhecer que existe algo que precisa ser mudado, portanto, nesse momento estou mudando meu status para “em manutenção”, pois tenho muito a ser reorganizado e modificado.

Eu poderia até te desejar um “Feliz Natal e Um Próspero Ano Novo”, mas acho que não adiantaria nada depois do que escrevi, então, te desejo “Boas Atitudes” e faça você mesmo a mudança que você tanto aguarda em sua vida. Vou tentar fazer isso na minha também!

Jota Quest – Dias Melhores