TIC – GESTÃO – EDUCAÇÃO

Posts

Anúncios

Arquivos

Digite seu endereço de email para acompanhar esse blog e receber notificações de novos posts por email.

Alma Italiana

Em homenagem ao dia nacional do imigrante italiano, que será comemorado no próximo dia 21 de fevereiro, hoje resolvi falar um pouco sobre como é ter a alma italiana.

Primeiramente preciso dizer que ser dramático faz parte do pacote, exagerado, intenso e nada, absolutamente nada é algo tão simples quanto possa parecer.

Viver a vida de forma intensa, talvez essa seja uma boa definição. O sangue em ebulição que corre pelas veias não permite que nenhum sentimento seja morno. Ama demais, sofre demais, cuida demais, tem raiva demais, daquelas que parece que uma guerra será declarada, mas cinco minutos depois a guerra é cancelada porque sequer o motivo da briga é lembrado.

Também é verdade que alguns ranços vêm de encarnações passadas, é aquela implicância que já nasce no berço e madonna mia, nesse caso, melhor manter uma distância saudável de uns dois continentes.

O choro corre fácil, os olhos estão eternamente marejados e pode ser por saudades de alguma coisa que nem sabemos o que é, por lembrança de um ente querido que se foi ou pelo comercial de margarina. As emoções estão sempre à flor da pele e tudo é passional!

(mais…)

Anúncios

O Brasil mostra sua cara

O Brasil está mostrando sua cara, sem Photoshop, sem filtros, sem nada e vou te falar, não tem Yvo Pitanguy que resolva!
O momento que vivemos não tem precedentes e, ao dizer essa frase agora, tenho medo pois há alguns anos escrevi exatamente isso, achando que estava vivendo o pior momento que daria para se viver. Piorou!
Meu medo é daqui a alguns anos escrever esse mesmo parágrafo novamente e, quer saber, tenho certeza que isso vai acontecer, pois o fundo do poço parece um lugar que o Brasil não faz ideia de onde fique.
A fala de que “o Brasil não é para amadores” define muito bem nosso momento. Não é mesmo, o Brasil é um país difícil de se explicar, vivemos de extremos, de situações que fazem inveja a qualquer escritor de ficção. Aliás, competir com a realidade brasileira é para poucos.

(mais…)

Enlouqueci

Você já teve a sensação de estar enlouquecendo? De repente você se vê num ambiente hostil, as pessoas não te entendem e você não entende ninguém, você quer gritar, mas ninguém te ouve, as pessoas gritam e é você que não quer ouvir o que elas têm a dizer?

Sinto-me enlouquecendo um pouco a cada dia. Leio as notícias e já não sei mais o que é real e o que é fruto da minha mente, que já não sei se mente ou está demente.

Prefiro acreditar que estou ficando louco, pois não seria plausível acreditar que a Justiça está defendendo os ladrões, que quebraram nosso país, roubaram todos os recursos públicos, de todas as áreas e que transformaram esses recursos públicos em patrimônios pessoais, mergulharam o país na extrema miséria e sofrimento e ainda são beneficiados com constantes Habeas Corpus, pois não oferecem risco à sociedade. Não, isso é loucura minha!

(mais…)

Sobre a Baleia Azul

Não tenho dúvida alguma que, depois desse meu texto, terei conquistado mais alguns inimigos, mas talvez essa seja uma das minhas vocações naturais…
Não sou daqueles que gostam muito dos modismos das redes sociais, mas é preciso ter senso crítico entre o que é uma modinha e entre o que é um assunto sério. Tenho visto muitas piadas sobre o assunto, ironias e, embora eu seja adepto das ironias, também é preciso saber quando elas cabem ou não.
Suicídio nunca é um assunto leviano ou com o qual se deva brincar e está me assustando a forma leviana como ele vem sendo tratado, talvez, penso eu, por ter surgido como uma “brincadeira” nas redes sociais, mas essa brincadeira é mortal, portanto, sem graça alguma.
Depressão não é frescura, não é falta de trabalho, não é falta de religião ou o que mais a sua mente julgadora possa imaginar. Depressão é doença, séria, e que deve ser tratada como tal. Nesse ponto, falo com conhecimento de causa, pois já tive minhas fases depressivas e sei o que passei. Não foi falta de trabalho, pois faço parte da turma que trabalha desde os doze anos de idade, não foi falta de religião, pois sempre pertenci a grupos religiosos e hoje, mesmo não frequentando mais templos, mantenho minha religiosidade, mas sim, foi um problema real e as críticas em nada ajudavam.
É impressionante a mentalidade de muitos, que julgam tudo aquilo que não é visível com uma facilidade absurda. Se a pessoa tem uma deficiência física, ou seja, é visível, todos se compadecem, mas se a deficiência não é visível, é frescura, é falta de trabalho, é falta de fé e por aí vai.
Relatando mais uma experiência pessoal, sofro dores terríveis por todo o corpo, dores que me acompanham, diariamente, há mais de vinte anos e que, muitas vezes, me tiram o ânimo para qualquer coisa, mas quem me olha não faz a mínima ideia do que sinto. Isso gera desconfiança, inclusive da própria família, afinal, sou saudável, forte, então, como posso ter dores?
Toda pessoa que tem qualquer tipo de enfermidade psíquica passa por isso, pois se a enfermidade não pode ser vista, é frescura, é melindre, é falta de vontade!
Uma das coisas que devemos nos lembrar, é que a maioria dos jovens de hoje vive um mundo com muito mais cobranças do que o mundo em que vivíamos quando éramos jovens, um mundo onde os pais estão cada vez mais distantes e recompensam essa distância com presentinhos, mas os presentinhos não satisfazem as necessidades emocionais, ao contrário, via de regra, somente acalmam a culpa dos próprios pais.
Não estou elaborando uma tese onde toda a culpa seja dos pais, mas falta família nos dias de hoje e, antes que venham mais bestialidades, não estou falando da “tradicional família brasileira”, estou falando de família amor, companheirismo, cumplicidade, amizade, mas também limites, segurança e estabilidade. Nesse ponto, tanto faz que esses sentimentos venham de um homem e uma mulher, de dois homens ou de duas mulheres, a diferença é quando essa segurança e estabilidade não existem!
Jovens de famílias estruturadas podem ser acometidos por depressões e pensamentos suicidas, aliás, ninguém está isento de, em algum momento da vida, ter esses sentimentos e pensamentos, então, deixe sua arrogância de lado e pense mais no outro, não tome as ações de quem você não conhece pelas suas convicções, pois isso é de um egoísmo ímpar.
Se você tem filhos, pense que nesse exato momento seu filho pode estar pensando em suicídio, que seu filho pode ter traços depressivos e que você, com toda sua falta de conhecimento, anda julgando como frescura e melindre, ou pior ainda, sequer ter percebido.
A bola da vez é a baleia azul, há pouco tempo era o Pokemon e, sem dúvida alguma, daqui a alguns meses, surgirão outros, mas o foco central continua sendo o mesmo, a carência e o desequilíbrio humano. Quando não encontramos a estabilidade nas pessoas que estão ao nosso redor, resta o virtual, resta a fuga, que é só mais uma tentativa de gritar ao mundo que algo não está bem. Essa fuga se manifesta em inúmeras formas e antes de sair julgando, veja quais são as suas, pois certamente ela só tem outro nome, mas igualmente você também foge de algumas coisas, talvez só não tenha a coragem de admitir.
O suicídio sempre é triste, pois é o momento extremo de alguém que não encontrou apoio, que não sentiu confiança suficiente nos que o cercam, no isolamento e no abandono que ele mergulhou, portanto, o suicídio nunca é um problema somente daquele que o cometeu, mas de toda uma sociedade que deixou de ser solidária, que acha muito mais fácil apontar dedos e tecer críticas que dilaceram ao invés de estender a mão e ofertar apoio.
Pouco me importa se você concorda ou não e se gostou ou não, pense que a sua crítica e sua indiferença podem estar presentes na bala que vai atravessar, a qualquer momento, a cabeça de alguém e que suas digitais também podem estar nas cordas que, nesse momento, estão sendo colocadas ao redor de algum pescoço. É forte sim, mas é a verdade, nua e crua e uma dose de realidade, de vez em quando, também serve para destruir alguns castelinhos de areia.

 

A Inocência e a Decadência se encontraram

De um lado a pureza e a inocência, do outro, a indecência e a decadência humana. De um lado um garoto de 6 anos, feliz, com sua família, no dia do seu aniversário, do outro, seres que não sei se consigo chamar de humanos.
De um lado um pai, já acostumado com a rotina de roubos, desesperado, tentando proteger os seus, do outro, bandidos igualmente acostumados, mas com a rotina do crime, do pavor, da covardia.
Como normalmente acontece, venceu o mal, venceu a covardia. A decadência gritou: “onde está o cofre? ”, já a inocência, pura e também seguindo o exemplo do pai, retribuindo o gesto de proteção, ofertou o seu cofrinho, com toda a sua fortuna que ali estava depositada.
A inocência ofertou, a decadência levou. Não o cofrinho, pois a inocência não tinha valor, mas levaram aquilo que de mais valor a inocência tinha: seu pai, a quem ele, com toda sua pureza, tentava defender.
Trágico e simbólico, a decadência matou a inocência com um tiro no coração e, do órgão que representa o amor, emanou a dor.
O que era para ser a celebração da vida virou a contemplação da morte, que alguns chamariam de falta de sorte.
O “menino” talvez ainda nem entenda o que aconteceu, mas sentirá na sua alma, pelo resto da sua vida, a dor de uma sofrida partida. Um cofre pode guardar segredos, tesouros, ouros e tudo o que é de efêmero valor, mas não guarda o amor.
A mídia não pode revelar o nome do “menino”, pois a Lei protege a sua identidade, para lhe dar segurança e privacidade, mas que tremenda contrariedade se comparada a tamanha adversidade.
Hoje, em minhas orações, rezarei por um “menino”, que sequer sei seu nome, mas que já viveu a pior das experiências, coisa que nenhum “menino” ou “menina” deveria jamais passar, um menino que a Lei não protegeu e para o qual o Estado, indigno e insensível, certamente irá ignorar, exceto pelo pequeno peso que ele irá representar no próximo relatório sobre a violência.
Mesmo diante de toda dor e de toda maldade, “eu fico com a pureza das respostas das crianças”… e torço para que essa pureza, um dia, ainda possa tocar os corações mais decadentes.

Não existe almoço grátis

 

Os últimos fatos da política e cotidiano brasileiros tem sido tão surreais, que faz dias que estou pensando em escrever algo, mas não estava encontrando palavras que pudessem descrever o que estou sentindo e olhe que não sou de ficar sem palavras.

A Polícia Federal deflagrou mais uma operação, agora tendo como alvos: políticos, grandes frigoríficos, agentes públicos e órgãos de fiscalização. Os maiores frigoríficos do país, JBS e BRF, traduzindo nos nomes comerciais, a JBS é a proprietária da marca Friboi, aquela que é 100% confiável, além de também controlar a Seara e a Swift. Já a BRF é um conglomerado de empresas, entre elas: Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica, Bocatti e Confidence. Recentemente, foi considerada a “Empresa do Ano” pela revista Época Negócios.

(mais…)

Era uma vez

Você gosta de contos de fadas? Eu gosto! Acho que pela forma lúdica com que eles contam fatos importantes, levam as pessoas a refletirem de uma forma que normalmente elas não fariam, muitas vezes, até sem perceber. Vou contar um, acompanhe:

Era uma vez, numa terra distante, um rei que estava com sérios problemas. Seu reino estava cercado de problemas econômicos, éticos e morais, era um verdadeiro caos.

Esse rei precisava de dinheiro para continuar sustentando toda a corrupção do império, que aumentava muito. A solução mais fácil era aumentar os tributos, mas seus súditos já não aguentavam mais tantas taxas e a angústia do rei aumentava.

(mais…)

O que é preciso para inovar?

A palavra inovação talvez seja uma das mais pronunciadas em todo ambiente corporativo. “É preciso inovar”, “só sobrevive quem inova”, “a inovação é a chave do sucesso” e por aí vai. Mas o que é inovar?

Precisamos tomar muito cuidado para que essa fala, que é verdadeira, não se transforme em mero clichê, sem qualquer vínculo com as profundas mudanças que um ambiente inovador requer. Não dá para inovar fazendo as mesmas coisas, isso tem outro nome, é repetição.

O conceito de inovar é muito discutido e, caso tenha curiosidade, recomendo a leitura de materiais disponibilizados pelo SEBRAE, pois realmente são muito bons. Aqui vou discutir outros pontos, como os velhos ranços corporativos e as resistências a novas ideias e conceitos.

Um bom ponto de partida para um ambiente inovador é estar aberto a mudanças, é saber ouvir, sem prejulgamentos ou opiniões já preestabelecidas, pois se a situação já está concebida e fechada, como esperar que algo diferente aconteça?

(mais…)

A correntinha da caneta e a nossa crise ética e moral

Viajei, nos dois sentidos. Viajei para São Paulo, de ônibus, para concluir um curso e, ao embarcar no ônibus, viajei em minhas divagações…

Quem já teve o prazer de fazer uma viagem de coletivo, já passou pela situação de ter que preencher a passagem, antes do embarque. Já levei a minha preenchida, mas nem por isso deixei de notar, não pela primeira vez, é verdade, mas dessa vez, com um olhar mais crítico, a correntinha que prendia a caneta na bancada onde a passagem poderia ser preenchida, por aqueles que não se atentaram antes, mas que tiveram que fazer, pois foram barrados no embarque. Essa correntinha é famosa, não é privilégio das rodoviárias, mas dos bancos, lotéricas e qualquer outro lugar, onde uma caneta seja ofertada ao público, como cortesia, para alguma coisa. As pranchetas para assinatura, são outros exemplos, pois sempre que a lista chega, junto tem uma caneta presa a uma linha. Bom, essa parte creio que já ficou clara. Vamos para a outra viagem.

Como o caminho era um pouco longo, sobrou tempo e isso é perigo. Fui pensando na correntinha, na verdade, no significado dessa corrente, que ao mesmo tempo que prende o objeto, também nos acorrenta a uma falha ética e moral gigante. Viajei, eu sei, mas fiquei pensando no quanto um gesto, aparentemente simples, pode representar tanta coisa sobre a nossa personalidade.

(mais…)

Trump e o Muro

Se estou preocupado com o muro que o Trump quer construir? Com o muro físico, nem um pouco, acho que ele será tão eficiente quanto a proteção de qualquer casa, ou seja, é só mais uma medida inútil, assim como os muros, cercas elétricas e sistemas de vigilância, que só servem enquanto o ladrão não tem interesse na nossa casa, pois quando resolvem roubar, nada segura.

O que me chama a atenção nesse muro é muito mais seu significado psicológico e comportamental, do que o fato real. Trump é egocêntrico, psicopata, narcisista e o que mais você quiser chamá-lo, mas o fato é que ele está fazendo o que a sociedade e, principalmente, seus eleitores o apoiam a fazer.

(mais…)